terça-feira, 7 de julho de 2009

Dia dificil.

Nós nos beijamos e foi quando eu cai na real. Colocando minhas mãos em seu peito, fui emperrando-o delicadamente, tirando com muita relutância meus lábios dos dele. Ele me olhava assustado, sem entender nada, os olhos arregalados pra mim.

- O que aconteceu? – Ele tentava falar calmamente. Uma tentativa totalmente falha. Na sua voz tinha preocupação.

- Er... nada! – eu tentava não transparecer nervosismo, o medo que eu sentia. Outra tentativa falha. Ele percebeu que algo estava errado, me fitava pasmo. Parecia tentar ler meus pensamentos. Nada.

O silêncio que pairava no ar, parecia interminável enquanto nos olhávamos assustados. Ele teve uma atitude.

- Me diz, o que foi? Pode me falar – ele tentava mostrar confiança, e por um momento eu acreditei que ele estava realmente confiante. – Pode confiar em mim.

Nossa.

Como ele podia ser tão perfeito assim? Naquele momento lembrei-me da primeira vez que o vi, ele com aquela pele linda, um pouco mais morena do que a minha {o que não é muito difícil, já que sou tão branca quanto a neve}, seus cabelos tinham uma cor escura muito bonita, com gel fazendo um sutil topete. Ele veio na minha direção e um sorriso lindo veio de seus lábios, com uma voz doce e tão musical quanto pássaros cantores ele disse um ‘oi’ acompanhado de um sorriso de lado capaz de matar qualquer pessoa de um infarto. Fiquei ali parada, pasma, olhando-o enquanto ele desaproximava-se com seu estilo e beleza arrebatadores.

Fui tirada de minhas encantadoras lembranças com a falta de paciência que ele começava a sentir.

- Wendy? Você está aí?

Eu o olhava sem saber o que dizer, e se soubesse como dizer. No medo, no desespero, dei lhe um selinho e desci as escadas correndo, sem que ele pudesse ter tempo de dizer nada.

Entrei no elevador procurando o ar para respirar. Apertei o botão do meu andar e subi sentada no chão vendo em minha mente toda a cena que acabara de acontecer. Agora sei, com toda essa adrenalina dormir será um desafio. Não posso vê-lo amanhã de forma alguma.